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Um dos aspectos mais marcantes desse cenário é a forte concentração da população idosa no interior do estado. Em municípios com até 10 mil — e, em alguns casos, até 5 mil habitantes —, as pessoas idosas podem representar mais de 50% da população local. Esse dado revela um envelhecimento intenso em cidades de pequeno porte, que passam a ter sua dinâmica social e econômica fortemente influenciada pela presença majoritária de pessoas mais velhas.
Um estudo realizado por pesquisadores do Projeto Viver Mais Goiás revela que o envelhecimento da chefia dos estabelecimentos agropecuários em Goiás é um fenômeno estrutural, diverso e fortemente conectado à permanência produtiva da pessoa idosa no campo. A pesquisa analisou dados do Censo Agropecuário 2017 e dos Censos Demográficos de 2010 e 2022, oferecendo subsídios estratégicos para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao envelhecimento digno, ativo e participativo no estado.