A pesquisa da pesquisadora Adriana Ferreira Silva, para o Programa Viver Mais Goiás, revela que a presença feminina na chefia de estabelecimentos familiares pode superar 90% em algumas regiões goianas. Em Posse e Campos Belos, por exemplo, as mulheres representam 90,8% das pessoas idosas à frente da agricultura familiar, demonstrando seu papel na continuidade das unidades produtivas rurais.
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A pesquisa desenvolvida pela pesquisadora Adriana Ferreira Silva, no Programa Viver Mais Goiás, revela que, em 21 das 22 regiões geográficas do estado, as pessoas idosas já são maioria na chefia dos estabelecimentos agropecuários. O dado evidencia que o envelhecimento rural deixou de ser uma tendência e passou a constituir uma característica estrutural da agropecuária goiana.
Segundo Lorena Vieira Costa, em pesquisa realizada pelo Programa Viver Mais Goiás, a predominância feminina entre as pessoas idosas também é observada em Goiás e se intensifica com o avanço da idade. Em 2022, as mulheres representavam 52,9% das pessoas entre 60 e 64 anos, percentual que alcançava 64,3% entre aqueles com 100 anos ou mais. O resultado evidencia que a longevidade goiana possui uma importante dimensão de gênero.
A pesquisa realizada por Luan Vinicius Bernadelli, no Programa Viver Mais Goiás, revela que cerca de 40% das pessoas idosas residentes em Goiás vivem com renda de até um salário mínimo. O dado evidencia a importância das políticas de proteção social para a garantia da autonomia e da segurança econômica ao envelhecer.
Segundo Ruth Losada de Menezes, em pesquisa realizada no Programa Viver Mais Goiás, duas pessoas com a mesma idade podem apresentar condições de saúde, autonomia e capacidade funcional completamente distintas. O envelhecimento é heterogêneo, e a idade cronológica, isoladamente, não é suficiente para compreender a realidade das pessoas idosas.
A pesquisa desenvolvida por Paulo Henrique Cirino Araújo no Programa Viver Mais Goiás demonstra que o envelhecimento populacional não ocorre de forma homogênea. Em muitos municípios, o avanço da longevidade é acompanhado por desafios relacionados à renda, escolaridade, acesso a serviços públicos e proteção social, ampliando situações de vulnerabilidade que exigem respostas específicas das políticas públicas.
A pesquisa realizada por Paulo Henrique Cirino Araújo, realizada no programa Viver Mais Goiás, revela que a proporção de pessoas idosas em Goiás mais que dobrou entre 1991 e 2022, passando de 5,7% para 13,7% da população. O resultado evidencia o quanto tem sido acelerada a transição demográfica vivenciada pelo estado.
"A legislação brasileira estabelece uma dupla prioridade no envelhecimento: pessoas com 60 anos ou mais possuem atendimento prioritário, enquanto aquelas com 80 anos ou mais têm preferência em relação às demais pessoas idosas." [Marin, E. F. B.; Oliveira, K. E.; Araújo, T. A. P.]
"O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) assegura direitos relacionados à saúde, educação, cultura, trabalho, assistência social, transporte e proteção contra a violência. A efetivação desses direitos amplia a autonomia e a participação social da população idosa." [Marin, E. F. B.; Oliveira, K. E.; Araújo, T. A. P.]
"Segundo o Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003), toda pessoa com 60 anos ou mais passa a contar com garantias específicas de proteção, prioridade e respeito. O reconhecimento desses direitos fortalece a cidadania e promove um envelhecimento com dignidade." [Marin, E. F. B.; Oliveira, K. E.; Araújo, T. A. P.]